Arquivo para fevereiro, 2013

A história da flor

A Abordagem de Formação Humana é um processo vivencial. Tudo, na Abordagem de Formação Humana, é experiência. Cada conceito, cada texto, cada estudo são apenas tentativas de expressar o sentido do experimentado. O contato mais profundo com a experiência leva ao estado que chamamos de  Eu Organísmico. Lembrando que experiência é tempo presente. O passado e o futuro são abstrações de experiências já vivenciadas ou ainda não vividas.

A história da Flor na marca da Formação Humana surgiu de uma profunda experiência com o aqui-agora. Em 2011 a Designer Ariely Oselame empossou-se da missão de recriar nossa identidade visual. Após muitas tentativas e conversas a respeito desta trabalho surgiram lindas peças, porém a grande opus recusava-se a aparecer. Algo faltava e ao mesmo tempo sentíamos que esse algo pairava no ar. Surgiram idéias de materiais, mas a marca não existia. Discutíamos conceitos, conversávamos sobre cores, sobre as pessoas, sobre nós, mas a experiência mais íntima não existia. A Ariely, profissional de arte em forma de imagem, ainda ansiava por encontrar aquele arte dentro de si mesma, mas assim como nós insistia em tentativas conceituais e combinações de cores. Foi no mês de março de 2012 que aconteceu algo que mudou essa história. Ariely participou do seu primeiro Workshop. Um trabalho de um fim de semana movimentado pela facilitadora Francis Pagliarini na cidade de Curitiba/PR.  Era a única coisa que faltava para completar aquele caminho: A experiência. A possibilidade de vivenciar o seu próprio processo dentro da Formação Humana permitiu a ele integrar os saberes que já existiam dentro dela. A sua própria Flor desabrochou e criou o vazio que era necessário para que a Flor da tão esperada marca aparecesse. A flor nasceu de uma forma muito simples como é este trabalho. Uma massinha de modelar integrou-se com os dedos da artista e a vida aconteceu.

Ariely entrou em contato com sua própria experiência, os conceitos, as ferramentas e as discussões sairam do mundo imaginário e aconcoraram no real. A mais íntima arte foi expressa. A natureza ganhou um espaço para acontecer e aconteceu.

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O mundo é experiência.


Afetar e ser afetado

“Quem não sabe brigar não sabe amar”, já dizia o velho Gaiarsa. No processo de Formação Humana o conflito é um dos ouros do garimpo. Dentro do processo de desmecanização da comunicação buscamos estimular as diferenças, comunicar nossas sensações, necessidades e anseios. Nos responsabilizando até as últimas consequências pelo que estamos podendo ser no momento. O conflito sempre esteve presente na natureza. Negá-lo é negar a natureza do Eu Organísmico. Negar o conflito é estimular a fofoca, a chantagem e a eterna postura defensiva em relação ao outro. Negar o conflito é regar a plantinha da mediocridade nas relações. Rodrigo Carancho


Workshop “O Corpo e o ambiente: A transformação a partir de si mesmo”

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Próximo dia 23 o facilitador Rodrigo Carancho  estará movimentando o Workshop “O Corpo e o ambiente: A transformação a partir de si mesmo” no 2º Fórum Mundial da Bicicleta em Porto Alegre/RS. Um momento prático de provocação e questionamento do mundo a partir da sua própria experiência. Uma vivência centrada na Abordagem de Formação Humana. O Fórum tá com uma programação bem bonita e é grátis! Para de culpar o mundo e tira um tempo pra olhar pra dentro.

Mais detalhes em http://www.forummundialdabici.com/


O que é Formação Humana?

 

“A Formação Humana não foi inventada. Sempre existiu na natureza,
de jeitos e olhares diferentes. Está apenas sendo criativamente relida.”
Rodrigo Carancho da Silva
 

A Abordagem de Formação Humana é uma forma de enxergar o mundo baseada em um não saber. Quando falamos em não saber nos referimos a renúncia de valores a priori. Estes valores são todos os códigos, regras, comportamentos e rótulos ligados a cultura regente da era que vivemos  e que traz como características vitais o controle, a produção, o autoritarismo, a manipulação, o consumismo etc. Esta cultura, como forma de se manter viva, se multiplica através de sujeitos afastados do contato consigo mesmo, conferindo-lhes uma ação coadjuvante sobre sua própria vida. De sujeitos a assujeitados.  A Formação Humana é como um pulo para fora desta lógica, porém não com o objetivo da criação de uma contra cultura, mas sim uma profunda consciência de si mesmo dentro do meio. No fundo o pulo não seria para fora, mas para dentro e ainda assim mantendo um contato e abertura para o encontro com o mundo.

Quando este não saber é instituído nos tornamos mais abertos e receptivos para a vida e suas nuances. Diminuímos a distância que é provocada pela arrogante necessidade de saber/ser mais que o outro. Faz parte deste trabalho a contínua desconstrução desta hierarquia incrustada em nossos corpos. Busca-se neste processo um encontro consigo mesmo mais sincero e perceptivo onde o sujeito cria suas próprias possibilidades de se mostrar ao mundo e exercer seu protagonismo na sua existência.

Em Formação Humana a percepção ou o sentir precede o saber. Sem a sensação – que é a conexão mais direta entre o mundo interior e exterior- o saber torna-se um amontoado de informações. Sendo assim, para a Formação Humana, é necessário um encontro do sujeito consigo mesmo para que este possa resgatar o seu próprio olhar, a sua própria experiência, a sua intuição. Um olhar curioso, criativo e aventureiro sobre si mesmo, que não busca a análise, a interpretação ou a a explicação racional, mas um profundo contato com os sentidos, a intuição e a Sabedoria Orgânica que rege a vida.

O nome Formação Humana não deriva de “formar humanos”, mas sim desta consciência do que “me forma neste momento”. Ou ainda uma atuante responsabilidade sobre o que estou podendo ser neste momento. Podemos perceber isto como uma forma presente na natureza. Guardadas as variações, notamos um grande senso de presença nos seres de outras espécies. Tanto no reino animal como no vegetal não há a necessidade de tornar-se um outro, nem a necessidade de fugir de um conflito, de construir a paz etc.   A Natureza é. Este senso de presença no mundo, talvez seja a passagem secreta para a recuperação de nossa identidade natural e fluída bem como todas as outras espécies nos mostram. Este traço natural ainda permanece muito vivo nas crianças. Um olhar de criança é um olhar antes de tudo presente e sempre disposto a criar novos significados para o vivido. A busca, na Formação Humana, é o encontro deste olhar em nós mesmos. Para isto não existem mapas, regras, métodos, ou técnicas. A vida não nos oferece mapas, o que nos resta é o nosso corpo no mundo.

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