Arquivo para agosto, 2013

Composição Relacional

||Eu existo, logo existo|| Descartes afirmou que o pensamento construía a existência. Essa mesma lógica cartesiana influenciou profundamente a ciência e seus métodos de pesquisa: Tudo separado, fragmentado, despedaçado e com o pensamento no topo da pirâmide. A escola recebeu esse presente grego e hoje apanha para contextualizar seus saberes. Na Formação Humana compreendemos que é o movimento e o fogo dos afetos que configura a existência. O pensamento é apenas uma parte disso. O método de pesquisa da Formação Humana, conhecido como composição relacional, é uma tentativa de produção de saberes que abarca, une e reduz as fraturas do conhecimento. Trata-se de uma construção que reconhece a não-neutralidade e o não-saber como os grandes agentes dinamizadores de uma compreensão de mundo. No fundo não existe objeto, somos todos viventes afetivos.

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||Nem o nada é neutro|| O terapeuta e o paciente, o cientista e suas pesquisas, o sujeito e o objeto. Não existe essa neutralidade ainda ostentadas pelos sabidos literatos mecanicistas. Se a nossa arrogante técnica nos separa o impacto afetivo trata de nos re-unir. Em época de renovação de protagonismos e de narrativas independentes somente uma perspectiva transdisciplinar para dar conta do vivente experimental. A Formação Humana é isso: A construção de um campo de pensamento que já nasce dizendo que está para morrer, assume o mundo em transformação e se descreve não olhando para o fenômeno, mas de “dentro” dele.

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